Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim
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Ilha de Anhatomirim – Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

A Fortaleza de Santa Cruz está localizada na Ilha de Anhatomirim, hoje na área de jurisdição do município de Governador Celso Ramos. Estrategicamente situada na entrada da Baía Norte, a fortaleza formava, no século XVIII, um dos vértices do sistema triangular de defesa idealizada pelo Brigadeiro José da Silva Paes.

Sua construção teve início em 1739 e se estendeu por vários anos. Sua arquitetura tem traços de influência renascentista. Os seus edifícios se distribuem de maneira esparsa por toda a ilha de Anhatomirim e suas espessas e baixas muralhas de pedra apenas conformam as antigas baterias de artilharia, deixando as construções descortinadas na paisagem. A maioria dos materiais utilizados na sua construção é da própria região com exceção feita aos elementos de cantaria e ao “lioz” – espécie de calcário branco português existente nas soleiras das portas, escadarias e algumas bases dos canhões.

Entre os edifícios mais significativos da fortaleza destacamos:

Portada – de influência oriental, cujo acesso se dá através de uma escada de lioz.

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Casa do Comandante – sobrado colonial que lembra as construções utilizadas como casas de câmara e cadeia, bastante comuns na administração do Brasil Colônia. Esta casa foi provavelmente a primeira sede do Governo de Santa Catarina, onde teria residido o Brigadeiro Silva Paes.

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Quartel da Tropa – uma construção de grande destaque que representa o auge da imponência das obras de Silva Paes. De estilo clássico, com destaque para as arcadas térreas, apresenta tal apuro de proporções e detalhes que raramente deixava de ser mencionada por viajantes europeus em seus diários. É o maior quartel existente entre as fortificações brasileiras.

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Após a invasão espanhola de 1777 o sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina entrou em descrédito e passou a ser progressivamente abandonado. Em 1894, durante a Revolução Federalista, a fortaleza serviu de prisão e base de fuzilamentos de revoltosos contra o governo de Floriano Peixoto. No início do século XX passou a pertencer ao Ministério da Marinha, e voltou a ser utilizada como prisão no desfecho da Revolução Constitucionalista de 1932. Funcionou até o final da Segunda Guerra Mundial quando novas tecnologias bélicas a tornaram obsoleta como unidade militar. Apesar de desativada, a Marinha manteve no local uma pequena guarnição de vigilância até provavelmente fins da década de 1950. A partir desta data foi abandonada e depredada.

Em 1979, a Universidade Federal de Santa Catarina assinou um convênio com o Ministério da Marinha e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, assumindo a guarda e tutela da fortaleza e dinamizando o processo de restauração de suas ruínas históricas. Em 1984, foi possível a sua reabertura à visitação pública. Entre 1989 e 1990, no âmbito do “Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina – 250 anos na História Brasileira”, foi concluída a restauração da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim.

Outras informações sobre essa fortaleza estão disponíveis no Banco de Dados Internacional Sobre Fortificações.

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