Parceria com Escola do Mar

Parcerias com outras instituições são modos de interação entre UFSC e comunidade externa por meio dos quais pode ocorrer troca de conhecimentos entre os diferentes sujeitos envolvidos, bem como, socialização de conhecimentos produzidos e sistematizados pela UFSC à sociedade. A parceria com a Escola do Mar/Florianópolis proporciona a interação entre estudantes e profissionais da rede municipal de educação com técnicos administrativos em educação, professores e estudantes da UFSC, durante visitas realizadas às fortalezas da Ilha de Santa Catarina ou em formações de profissionais da educação. A Escola do Mar de Florianópolis é um projeto da Secretaria Municipal de Educação (SME) e representa um “recurso pedagógico extracurricular para o desenvolvimento e a prática de atividades para sensibilização, conscientização e preservação do ambiente, desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos da Ilha de Santa Catarina”.


Parceria entre Coordenadoria das fortalezas da Ilha de Santa Catarina e Escola do Mar de Florianópolis possibilita visita de estudantes dos 1º anos, do ensino médio, do Colégio de Aplicação da UFSC, às fortalezas da Ilha.


 “No nosso ponto de vista, a ilha [Ratones]
parecia um bolinho, de longe…
Ficamos felizes em colocar o pé em terra firme,
nos sentindo verdadeiras exploradoras da natureza.”
(Estudantes: Maria Luiza Pierri e Mariana de Alcantara Belettini)

Como viajantes que observam a terra a partir do mar, os estudantes dos 1º anos do ensino médio, do Colégio de Aplicação/UFSC, visitaram as fortalezas de Santo Antônio de Ratones e Santa Cruz de Anhatomirim, avistando do mar a Fortaleza de São José da Ponta Grossa.

A viagem, fruto de atividade interdisciplinar realizada por vários professores do Colégio, busca proporcionar aos estudantes melhor compreensão do espaço em que vivem – considerando aspectos históricos, geográficos, sociológicos e ambientais – e tem como produção final a sistematização de um relato de viagem direcionado para interlocutores que teoricamente não teriam qualquer conhecimento acerca da Ilha de Santa Catarina. O relato, que deve ser rico em detalhes e conter impressões, emoções, reflexões, dando sentido a vivência, também deve apontar a adequação ou não dos espaços à pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Na apresentação que precede os relatos dos estudantes, anexos nesta matéria, a professora, coordenadora da atividade, explica mais detalhadamente como o trabalho ocorre. Nos relatos dos estudantes fica a evidencia de que a atuação dos professores da Escola do Mar complementam os conhecimentos trabalhados pelos professores do Colégio de Aplicação e estes, com suas diferentes áreas de conhecimentos, em suas manifestações junto ao grupo de viajantes, possibilitam a ampliação dos conhecimentos dos professores da EMar, marcando uma verdadeira interação entre instituições.

Os recortes, a seguir, são pequenas demonstrações do que o leitor poderá encontrar nos relatos dos estudantes, anexados logo abaixo.

“…entramos no barco às 9h30min, deixamos nossas mochilas em uma bancada com uma das tripulantes, pegamos coletes salva-vidas e nos posicionamos na proa para uma melhor vista do horizonte. Dessa maneira, a viagem tenderia a ser mais didática,
já que teríamos a oportunidade de observar diversos aspectos de nossa costa náutica.”
(Maria Luiza Pierri e Mariana de Alcantara Belettini)

“Para todos os lados que olhávamos, era possível ver história e nos sentir realmente
dentro de um filme antigo.  Aquilo tudo enchia meus olhos de encanto e curiosidade,
e eu só pensava no quanto gostaria de saber mais.”
(Karine Simone dos Santos e Thayanara Rosa e Silva)

               “Joaquim, então, nos contou alguns fatos sobre a Fortaleza de São José da Ponta Grossa,
tais como: foi construída por Brigadeiro José da Silva Paes, faz parte do triângulo defensivo de
Santa Catarina, o conjunto dos fortes servia para a colônia portuguesa garantir
que nenhuma embarcação inimiga adentrasse em seu território, sua localização era estratégica para a coroa portuguesa pois servia para abastecer os navios que iam em direção ao Rio do Prata…”
(Luana Melo e Pietra Lobo)

              “Para acessar a fortificação [Santo Antônio de Ratones], precisaríamos enfrentar uma rampa feita de cabeças de pedra muito escorregadias, que dificultam muito o nosso acesso.
Então pensamos que, se para nós, estudantes que possuímos todas as mobilidades do corpo,
tivemos um grande obstáculo e muitas “quase” quedas, imaginamos colegas com deficiência ou mobilidade reduzida. Não teria uma segurança e eles não conseguiriam
realizar as atividades sozinhos, eles correriam muitos riscos.”
(João Gabriel Feijó e Rafaela Rodrigues Faustino)


RELATOS DOS ESTUDANTES DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO/UFSC EM PDF
Apresentação do trabalho relato de viagem (Profa Nara Caetano Rodrigues)
“Navegar é preciso”: uma viagem às Fortalezas de Florianópolis
 (Maria Luiza Pierri & Mariana de Alcantara Belettini)
Desbravando terras desconhecidas  (Karine Simone dos Santos e Thaynara Rosa e Silva)
Barco vai, barco vem, fortaleza é o que tem
 (João Gabriel Feijó e Rafaela Rodrigues Faustino)
Nossa expedição – Relato de viagem (Luana Melo e Pietra Lobo)