Arquiteto Roberto Tonera representou a Coordenadoria das Fortalezas no ICOFORT RIO 2017

30/11/2017 16:46

O Arquiteto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roberto Tonera, representou a Coordenadoria das Fortalezas no Encontro Internacional de Fortificações e Patrimônio Militar ICOFORT-RIO 2017, evento que aconteceu entre os dias 6 e 8 de novembro na cidade do Rio de Janeiro, apresentando a palestra: “Fortalezas de Santa Catarina a caminho de tornarem-se Patrimônio Mundial”.

Entre os pontos destacados durante a apresentação do arquiteto estão o pioneirismo da UFSC a frente da gestão de três fortalezas do século XVIII tombadas como Patrimônio Histórico Nacional. A Universidade é responsável pelo gerenciamento, guarda, manutenção e conservação das fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa, gestão que já vem sendo realizada há mais de 38 anos ininterruptos. Anhatomirim e Ratones são hoje candidatas a Patrimônio Mundial, juntamento com outras 17 fortificações brasileiras, e a apresentação de Tonera buscou listar as ações e projetos que vem sendo desenvolvidos pela Coordenadoria das Fortalezas na busca de alcançar esse reconhecimento internacional. O arquiteto abordou também as ações desenvolvidas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade, destacando três projetos especiais: a criação do Projeto Fortalezas Multimídia em 1995, o desenvolvimento do Banco de Dados Internacional Sobre Fortificações (www.fortalezas.org), base de dados unificada internacionalmente e chancelada pelo ICOFORT, disponível na internet desde 2008, e a Oficina de treinamento sobre uso otimizado desse Banco de Dados, a qual foi ministrada pelo arquiteto nos dois dias que se seguiram ao Encontro ICOFORT RIO 2017. Essa oficina busca capacitar tecnicamente os gestores de fortificações, pesquisadores e demais profissionais e instituições interessadas no uso qualificado dessa ferramenta digital.

Outros pontos abordados por Tonera foram: as exposições itinerantes sobre o Sistema Defensivo Catarinense, entre outras mostras temáticas, as ações de sustentaibilidade ambiental, a melhoria da sinalização, comunicação visual e folheteria de apoio à visitação das fortalezas, a reedição do livro “As defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786”; o Edital que abre as três fortalezas à comunidade para a realização de eventos e outras atividades de curta duração; a expansão  da Coordenadoria para outras mídias sociais, ampliando assim a visibilidade, o conhecimento e a divulgação das fortalezas; os novos recursos de informática utilizados na difusão de conteúdos sobre as fortificações, o “Dia de Gratuidade” que acontece agora sempre no primeiro domingo do mês, de março a novembro; a divulgação dos projetos da Coordenadoria na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPEX) e em outras palestras internas e externas à UFSC; as obras de conservação realizadas nas três fortalezas; as ações de educação patrimonial; os cursos de capacitação de condutores culturais e ambientais, a discussão e elaboração de planos diretores e de gestão, a participação, organização e divulgação das fortalezas em eventos nacionais e internacionais, ampliando o intercâmbio com instituições e pesquisadores da área de fortificações, tanto presencialmente quanto por meio da criação de redes virtuais; e  o anúncio da realização do 9º Seminário Internacional de Cidades Fortificadas que acontecerá em Florianópolis, de 3 a 7 de dezembro de 2018, no auditório da Reitoria da UFSC .


Casa-Forte de Rancho dos Bugres

O arquiteto enfatizou ainda que, além de atuar na gestão de suas fortalezas, a Universidade Federal realiza um ação plural, e está trabalhando também na pesquisa, inventário, documentação e proteção de outras estruturas fortificadas, como é o caso da revitalização da Praça Forte de São Luís da Praia de Fora, do tombamento das ruínas do antigo Forte de São João do Estreito e da recente descoberta de uma nova fortificação em Santa Catarina, desconhecida pela historiografia brasileira. Trata-se da Casa-Forte do Rancho dos Bugres, trabalho de pesquisa, inventário e proteção que vem sendo realizado em conjunto com os técnicos do Centro de Documentação Histórica Plínio Benício do Museu ao Ar Livre de Orleans, da Fundação Educacional Barriga Verde (Unibave/Febave/Orleans – SC) e da Prefeitura Municipal de Pedras Grandes, cidade onde a fortificação está localizada. Está casa-forte deverá em breve ser tombada em nível municipal, estadual e federal.

Tonera resume que, desta forma, a Coordenadoria das Fortalezas da UFSC vem atuando em todas as áreas necessárias à adequada preservação de suas Fortalezas e na valorização e difusão de patrimônio fortificado brasileiro e internacional. “Estamos fazendo a nossa parte, estruturando e implementando o que é preciso para que nossas fortalezas venham a tornar-se Patrimônio da Humanidade. A nossa meta é essa, mas o processo é tão importante quanto a própria titulação, ou até mesmo mais relevante que esse objetivo final”, finalizou Tonera.


Livro sobre fortificações

A carioca Edite Costa que assistiu a apresentação do Arquiteto Tonera, além de artista plástica, é poetisa e foi presenteada com o livro “As defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786” por ter pintado o desenho dos uniformes do Regimento de Linha da Ilha de Santa Catarina, numa promoção feita pela Coordenadoria das Fortalezas junto aos participantes do Encontro ICOFORT RIO 2017. O desenho faz parte do material de educação patrimonial que é desenvolvida nas fortalezas da UFSC por meio do projeto “Aprender sobre história também é coisa de criança!”.

Clique aqui para assistir a palestra “Fortalezas de Santa Catarina a caminho de tornarem-se Patrimônio Mundial”. A apresentação do Arquiteto Tonera inicia no vigésimo minuto  a partir do inicio da sessão.

Veja abaixo algumas imagens da apresentação: